quarta-feira, 25 de junho de 2008

No meu palco


No palco em que me encontro
As luzes estão sempre viradas para mim!
não vejo ninguém na platéia,
Sei que não existem ensaios
Porque quando se abrem as cortinas
Não se tem para onde correr,
O público sempre vem
Para ver o que você tem a oferecer.
E nesse palco que não param as cenas,
Também sou autora dos dilemas,
Mesmo correndo o riso de onde
Minha fantasia irá,crio sem medo
Nem pudor de tentar!
Afinal, tenho que dar um final
A mais um dia.
Com os movimentos que formam minhas escritas
Vou desenhando minha vida.
Encontro-me com o passado,
Relembro de todos os atos finalizados
Aplausos bem demorados, gostosos de lembrar!
Penso no futuro...
Na verdade, penso mais que deveria,
Penso mais que até podia pensar.
Meu passado, meu presente
Entram em um círculo referente
A tudo que já vivi.
Hoje sigo animadamente
Para um futuro inocente
Que ainda não conheci.
Planejo, ensaio, mas na hora é tudo improvisado
Como sempre, mas nunca desisti!
Fim de mais um dia,
Hora de encerrar outro ato,
Montar-me em outro palco,
Mudar o rumo da cena,
Porque à mocinha, dona do poema
Voltou a sorrir!

Nathália Ferrão*